Opinião

Um ministro fritado em praça pública

3 de abril de 2020 às 12h26 Por Heron Cid
Presidente Jair Bolsonaro ao laddo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva em Brasília Imagem: UESLEI MARCELINO

Já disse por aqui. Num governo sério, ou o presidente Jair Bolsonaro demitiria o ministro Henrique Mandetta, de quem abertamente discorda, ou o auxiliar, por questão de dignidade pessoal, teria pedido demissão.

Nem Bolsonaro até agora demitiu e nem Mandetta pediu pra sair. Cada qual com suas razões.

Para o presidente, é difícil dispensar o ministro cuja postura técnica e moderada vem sendo elogiada e atestada em pesquisas.

Já Mandetta, médico de formação, não se sente eticamente confortável de abandonar o paciente, no caso o país. Espera a demissão, se vier. Assim, o resultado não será mais da conta dele.

Como nenhuma coisa e nem outra acontece, Bolsonaro pratica seu esporte favorito e frita o seu mais destacado ministro da crise, em plena praça pública.

Se já não fosse suficiente contrariar as orientações sanitárias, o presidente desandou a puxar a orelha de Mandetta em live para seus seguidores.

Politicamente, não existe precedentes de maior constrangimento de um chefe para com um subordinado.

Como não assina a demissão, Bolsonaro optou por coisa pior. Desautoriza o auxiliar, mina suas forças e empareda-o com uma estratégia que lembra bem conhecido bordão militar: “Pede para sair”!

O presidente só precisa cuidar para que a frase não se vire contra ele mesmo.

Vídeo

Heron Cid no Hora H: soltura de Queiroz também liberta Planalto


Mal cheirosa

Dona Candinha sobre o barulho resistência de setores governistas ao nome de Ricardo Feder para o MEC:

"Vai Feder!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
E se não for Tovar e nem Bruno em Campina Grande, pelo bloco de Romero?
NÚMERO

1.229

Número de mortos pela covid-19 na Paraíba, segundo boletim da Secretaria de Saúde do Estado (sexta-feira, 10.07.2020)