Opinião

Um abacaxi nas mãos da Oposição

9 de abril de 2018 às 11h26 Por Heron Cid
Resta à Oposição recorrer ao nítido improviso e a prospectar candidatos que são alçados ao quadro eleitoral pela incômoda constatação da falta de candidatos.

O Blog já havia pontuado em artigo os riscos e perigos que a Oposição flertava pela sequência de desentendimentos e despedaçamento da unidade propalada.

Erros que levaram os dois mais competitivos candidatos (Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues ) a desistirem de uma disputa que chegou a prenunciar franco favoritismo dos adversários do governador Ricardo Coutinho.

Sem Luciano e Romero no páreo, dois nomes com discursos de gestão prontos, restou à Oposição estudar e recorrer ao nítido improviso e a prospectar candidatos que são alçados ao quadro eleitoral pela incômoda constatação da falta de candidatos.

É o que pesa a partir de agora nos ombros de Lucélio Cartaxo e Pedro Cunha Lima, as alternativas em debate.

Ambos representam uma oxigenação política, têm experiências pontuais, um como executivo e candidato ao senado, o o outro com desempenho em franca ascensão no parlamento nacional.

Mas é o suficiente para arrebatar o eleitor e encantar as massas, diante da candidatura ungida pelo governador Ricardo Coutinho, sentado no Palácio da Redenção, com todo o ‘diferencial’ do que isso representa, e comandando as alianças e enfrentamento político?

Mergulhada numa Torre de Babel, dispersa por muitas línguas e credos, a Oposição tem um duro deserto a atravessar até as convenções, em julho próximo.

O primeiro desafio é responder a uma singela e inquietante indagação: se o governo ou modelo de gestão de Ricardo Coutinho é tão ruim, como pregam vorazmente seus líderes, por que os principais candidatos – apesar da posição de vantagem nas pesquisas – não toparam o embate?

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