Bastidores

Meus pêsames, senhor Argumento!

30 de maio de 2020 às 12h05

Esse senhor aí já foi um dia indispensável. Hoje, está assim como vês; em estágio de agonia profunda.

Argumento é o seu nome. Tão velho quanto os conceitos gregos, foi abandonado e ninguém mais quer saber dele.

Ultrapassado, entrou em desuso e, tristemente, em profunda doença degenerativa nessa chamada terra brasilis.

Quem desavidamente ainda o invoca, é logo trucidado pelo grito, pela desqualificação pessoal, deboche ou agressão mesmo.

Poucos são os que chamam o seu concorrente homônimo para enfrentá-lo em paridade de armas.

A arma agora é outra. É um palavrão. Não, não é palavra grande.

Com palavrão mesmo, um cala o outro. Porque nada resta mais para o diálogo depois de fascista, bolsominion, esquerdopata, comunista, lixo, filho da p…Arrombado!

Um dia já foi sinônimo de razão, raciocínio que conduz à indução ou dedução de algo. Nos tempos áureos, acredite, era a prova que servia para afirmar ou negar um fato.

Coisa do passado.  Seu Argumento está aí prostrado neste leito de morte. Sem sinal de melhora.

Raramente abre os olhos. Quando aperto sua mão para identificar alguma reação, ele esboça pequeno movimento. Mas, logo é vencido pelo cansaço. Alguém vem e grita, xinga, desconjura. Ele, coitado, se recolhe de novo.

Até a família já não o compreende e se apartou dele. Desconfio que se envergonham e fazem pouco caso. Esqueceram quão importante já foi nas grandes conquistas, memoráveis descobertas e tantos aprendizados.

O vírus do radicalismo ideológico depauperou essa criatura. Mesmo doente assim, na madrugada ele delira sonhando que ainda voltará à vitalidade de novo.

E balbucia bem baixinho em som quase ininteligível: “Eu ainda estou aqui”. É um teimoso! Ainda resiste a aceitar os pêsames.

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