Bastidores

Insegurança sobre eleições (por Magno Martins)

23 de maio de 2020 às 19h01

(Recife-PE) – Na entrevista pela live do Instagram deste blog, na quinta-feira passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não mostrou segurança em apenas um tópico: adiamento das eleições municipais. Disse que por força maior da Constituição não dá para prorrogar o mandato dos atuais prefeitos e vereadores. Tudo bem, até aí se justifica. O nó do problema que ele não sabe ainda desatar nem tampouco o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz respeito ao modelo de eleição em meio a uma grande pandemia do coronavírus.

Tudo é incerto porque não se sabe ainda a extensão dessa chaga diabólica no País e que até ontem já tinha exterminado mais de 20 mil vidas. TSE e Congresso falam em adiar a eleição para dezembro sem ter a menor noção de que até lá a curva da morte tenha regredido. E se continuar a crescer de forma avassaladora? Ouvi um idiota falar em eleição digital, votando por um aplicativo na internet.

Além de asneira é a maior porta aberta para fraudes. Perguntei e Maia não soube responder como se daria a campanha e não a votação, já que a primeira prescinde de gente nas ruas, de candidatos apertando a mão de eleitores e os abraçando, o que ficou terminantemente proibido em tempos de Covid-19 imposto pelo isolamento radical já em prática em várias cidades brasileiras.

E as convenções, que são realizadas com cheiro de povo, com aglomerações? Maia disse que a campanha poderia se resumir as redes sociais e na eleição estabelecer horário distintos para o voto, com a intenção de evitar filas. Humanamente impossível! O fato é que Congresso e TSE estão perdidos mais do que cego em tiroteio quando não conseguem vencer os limites do calendário eleitoral impostos pelo prolongamento sem data para ver a luz no final do túnel do chamado vírus da morte.

A esta altura, provavelmente o melhor caminho seria prorrogar a eleição para 2021. Há quem defenda unificação das eleições em 2022, mas para um País de 11 milhões de analfabetos, que seriam obrigados a votar sete vezes – presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador – se traduziria num grande complicador, levando muito mais tempo na urna e mais risco de erros.

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