Opinião

O ensaio de um pacto de civilidade

21 de maio de 2020 às 17h26 Por Heron Cid
Na reunião com poderes e governadores, o estridente Bolsonaro mostrou outra face e essa versão é muito melhor; para ele e para o Brasil

Nem só de confronto vive o presidente Jair Bolsonaro. Hoje, ele deu uma mostra de que também pode conviver num ambiente de alguma convergência com os diferentes.

No encontro que liderou com presidentes da Câmara e do Senado e governadores, Bolsonaro acordou pontos importantes para a sobrevivência dos estados na travessia da crise econômica.

Foi pacífico e se comportou como um ponto de coalização nacional no em instante que só a unidade institucional mínima é capaz de nos salvar do pior.

O presidente falou em “trabalho em conjunto” e pediu apoio para manutenção de veto à restrição de aumento dos servidores no período da pandemia, como contrapartida para o socorro aos estados.

Rodrigo Maia, ao lado esquerdo de Bolsonaro na reunião virtual, invocou a palavra “união” como a “sinalização mais importante” para salvar vidas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não escondeu o contentamento “pelo momento histórico da vida nacional”, onde “todos os setores estão reunidos à mesa dialogando”.

E destacou o resultado final de “um texto capaz de unificar as opiniões e construir o consenso”.

No geral, a reunião foi no estilo paz e amor, incluindo até o clima entre Bolsonaro e o rival João Dória, governador de São Paulo.

Foi uma cena pedagógica de desarmamento de espíritos e de chamamento às responsabilidades administrativas. Para ensaio, um bom começo.

Um exemplar de que é possível – e necessário – superar divergências ideológicas em nome dos interesses nacionais.

Pelo menos, em homenagem aos mortos. E por respeito aos vivos.

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