Bastidores

O polêmico isolamento radical (por Magno Martins)

8 de maio de 2020 às 12h28

O debate do lockdown, medida mais drástica para o isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus, está posto à mesa em Pernambuco. Sem coragem para assumir o ônus, o governador Paulo Câmara só decretar mediante decisão judicial. Recorreu ao MP e perdeu, mas cabe ação ao Tribunal de Justiça. A decretação de medida tão extrema está relacionada à curva de casos e mortes ascendente no Estado.

O Brasil registrou na terça-feira (5) e na quarta-feira (6), os dois números mais altos de mortes pelo coronavírus em intervalos de 24 horas: 600 e 615, respectivamente. Diante desse cenário, o ministro da Saúde, Nelson Teich, reconheceu pela primeira vez que o País pode adotar medidas de intensificação do isolamento social, o chamado lockdown, em municípios onde a incidência da Covid-19 é alta e a infraestrutura de saúde já não suporta tantos casos.

É o que já vem sendo feito em São Luis (MA) desde a última terça e começou ontem em Belém e outras nove cidades do Pará. Fortaleza também já adota medidas mais rígidas de circulação de pessoas e a prefeitura de São Paulo não descarta que isso venha a ocorrer em breve. Multas já estão sendo estabelecidas para quem desrespeitar o confinamento total durante a vigência da medida.

O lockdown se traduz em grande importância nos lugares onde estiver muito difícil, com alta incidência, alta ocupação de leitos, muitos pacientes chegando, infraestrutura que não conseguiu se adaptar. Neste caso, se recorre ao isolamento mais radical para proteger as pessoas.  Cada Estado ou cidade deve adotar a estratégia que for necessária e não medidas generalizadas, para que serviços essenciais como saúde e alimentação não parem.

No exterior, os lockdowns mais rigorosos foram adotados onde houve crises mais agudas da Covid-19, como em Wuhan, na China, onde surgiu a doença, e no norte da Itália. O Ministério da Saúde define o lockdown ou bloqueio total como o nível mais alto de segurança do isolamento social, que “pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde. A finalidade desse tipo de bloqueio é evitar que o total de infectados aumente muito rápido e isso cause sobrecarga nos hospitais.

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Amém

Dona Candinha sobre a escolha, enfim, depois de muita polêmica, do novo ministro da Educação. E é pastor:

"Aleluia!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
E se não for Tovar e nem Bruno em Campina Grande, pelo bloco de Romero?
NÚMERO

1.229

Número de mortos pela covid-19 na Paraíba, segundo boletim da Secretaria de Saúde do Estado (sexta-feira, 10.07.2020)