Opinião

Até aqui, Bolsonaro é o maior adversário de Bolsonaro

2 de maio de 2020 às 20h58 Por Heron Cid
No meio da fase de maior desgaste, Bolsonaro ainda não tem um adversário que o supere (Jonne Roriz/VEJA)

Neste mesmo sábado, dois institutos de pesquisa atestaram: apesar dos pesares, Bolsonaro lidera as intenções de voto da ainda distante sucessão de 2022.

Tanto na sondagem do Instituto Paraná, divulgado no site de Veja, quanto no levantamento feito pelo Renascença, veiculado na Gazeta do Povo, o presidente larga na frente dos concorrentes, incluindo Sérgio Moro.

Só o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encosta mesmo no ex-capitão. Inelegível, Lula, porém, está fora da eleição presidencial.

Mas não é natural a primeira colocação de quem está no comando do país? Sim, mas em se tratando do governo Bolsonaro a normalidade nunca é o parâmetro.

O presidente está no meio da sua maior crise política interna, experimenta chumbo de dentro do seu próprio campo político depois da demissão de Sérgio Moro, e enfrenta o desgaste de uma pandemia sem precedentes, coisa que não acontece todo dia a um governante.

De punhos cerrados contra parte da nata da política, peitando o Supremo e em permanente atrito com a imprensa, Bolsonaro ostenta nada desprezível força eleitoral.

No pior momento dele. No mais grave do Brasil.

Do que infere-se de pronto; ao contrário do que se vende na política, não será fácil vencê-lo.

Isso leva a crer, mais do que nunca, que a dados de hoje o maior adversário de Bolsonaro é o próprio presidente.

E sua mais perigosa concorrência é a sua língua.

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