Bastidores

Um ministro sem nenhuma utilidade (por Ricardo Noblat)

30 de abril de 2020 às 11h46
O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante coletiva de imprensa, em Brasília Ueslei Marcelino/Reuters
Da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), o ministro Nelson Teich, da Saúde, ouviu o esculacho que o deixou meio sem jeito: “O senhor tem que ter pulso firme. Do contrário vai acabar com sua biografia”.Não foi o único esculacho. Convidado, Teich participou de uma videoconferência com senadores onde demonstrou mais uma vez sua completa inadequação ao cargo que ocupa.

Ou por desconhecimento dos fatos ou porque foi orientado a proceder assim, não respondeu de maneira satisfatória a nenhuma pergunta que lhe foi feita durante mais de duas horas.

O que os testes aplicados em doentes de coronavíorus revelam até agora? Resposta evasiva: os testes não permitem que se consiga saber muitas coisas a respeito da realidade.

Quando a doença atingirá o seu pico? Resposta: não se sabe ao certo. Ninguém sabe. Haverá uma segunda onda do vírus? Resposta: pode haver, sim, mas não é possível assegurar.

E o isolamento social? Resposta: perguntar se se deve ficar em casa ou sair de casa é uma pergunta simples demais. (Em momento algum o ministro recomendou que se fique em casa.)

Quanto ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia… Resposta: não vou discutir o comportamento de ninguém, mas o presidente se preocupa, sim, com as pessoas.

Foi esculachado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE): “Estou tremendamente frustrado com as respostas”. Hoje, em entrevista, o ministro voltará a exercer sua habilidade de falar sem dizer nada.

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