Opinião

O ‘divórcio consensual’ e o que esperar do novo ministro

16 de abril de 2020 às 17h42 Por Heron Cid

Já não dava mais. Jair Bolsonaro e Henrique Mandetta já era aquele casal que dormia em quartos separados.

Nenhum casamento resiste a esporadas e contrariedades públicas. O matrimônio político chegou ao fim, contaminado pelas divergências sobre o enfrentamento ao novo coronavírus.

Já era esperado e não dava mais. Para nenhum dos lados e nem para o Brasil.

Considerando o nível da crise entre os dois, a demissão demorou. Ou um demitia ou o outro pediria demissão.

A saída era consensual. Não havia mais clima nem para o presidente e nem para o ministro.

A julgar pelo clima belicoso, a transição hoje foi até amena e amistosa. Ambos foram suaves nas despedidas e nas respectivas entrevistas coletivas.

Sem ataques, sem alfinetadas próprias de ex-casais.

Feita à travessia caudalosa, em meio tempestade, agora é esperar que o novo cônjuge do Ministério da Saúde aja com equilíbrio, ciência e boa fé.

E que o novo ministro firme aliança com o governo, mas não se divorcie do bom senso.

Vídeo

Heron Cid no Hora H: “O mérito de Bolsonaro”


Amém

Dona Candinha sobre a escolha, enfim, depois de muita polêmica, do novo ministro da Educação. E é pastor:

"Aleluia!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
E se não for Tovar e nem Bruno em Campina Grande, pelo bloco de Romero?
NÚMERO

1.229

Número de mortos pela covid-19 na Paraíba, segundo boletim da Secretaria de Saúde do Estado (sexta-feira, 10.07.2020)