Opinião

Vírus não tem ideologia e a vida não tem partido

15 de abril de 2020 às 17h05 Por Heron Cid

Impressiona que, na tresloucada luta política vigente, nem neste momento de grave crise nacional há trégua.

Qualquer nação em quadras desafiadoras de sua história tem a capacidade de juntar cacos e unificar-se em nome do inimigo maior.

Nessa pandemia, só deveria haver um; o vírus e, óbvio, suas desastrosas consequências para a estrutura de saúde e o tecido econômico.

Nada do que já está nos abatendo, e provavelmente do que virá, vem sendo suficiente para serenar ânimos, baixar temperaturas, desinflar egos e estabelecer o mínimo consenso nacional.

Imagine numa guerra um povo sendo atacado por um inimigo invisível. Em vez de se aliarem todos internamente contra o adversário externo, este povo briga entre si, fala diversas línguas, se agride mutuamente, o que acontecerá?

Presa fácil, desagregada e sem rumo, tende a sucumbir.

Nessa e em outras batalhas, só temos alguma chance de vitória se voltarmos a conjugar o “nós”. O “nós” contra “eles”, indo e vindo, é improdutivo, histérico e arrogante e só tem servido para a imbecilização generalizada.

Por mais que esteja cada vez mais difícil argumentar e entender, nunca é demais lembrar e até desenhar, se preciso: vírus não tem ideologia. E a vida não tem partido.

Mesmo com todas as diferenças de credo, cor, raça, opinião, quando voltaremos a ser  um só Brasil?

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