Opinião

E agora, quem poderá defender a Paraíba?

13 de abril de 2020 às 11h36 Por Heron Cid

Chapolin, uma das personagens mais famosas do genial criador mexicano, Roberto Bolaños, é aquela figura do antiherói.  Mas do seu jeito, com suas trapalhadas, termina sendo, ao final, o socorro para os que buscam seu auxílio.

O Governo da Paraíba é quem menos receberá, entre os estados do Nordeste, no montante do novo aporte anunciado pelo Ministério da Saúde para combater o novo coronavírus.

Serão aproximadamente R$ 11 milhões. Já para os municípios paraibanos cerca de R$ 58 milhões. A portaria, assinada pelo ministro Henrique Mandetta, coloca até o Piauí (R$ 19 milhões) na nossa frente.

Os cofres federais liberarão mais dinheiro para estados menores, com menos casos da doença e com contas públicas desorganizadas, como é o caso do vizinho Rio Grande do Norte (R$ 19 milhões).

Não se sabe ao certo o critério. O que dá pra identificar até agora, entretanto, é a postura silente da nossa bancada parlamentar em Brasília.

Ninguém até aqui se reportou ao assunto ou manifestou qualquer sinal de desagravo. O que temos é o barulho do silêncio.

“Suspeitei desde o princípio”, alguém poderia dizer. Ou levantar a voz e exclamar: “Sigam-me os bons”.

Mas, como no seriado mexicano, o paraibano em apuros e com medo do covid-19 grita lá do fundo da cena: “E agora, quem poderá nos defender”?

Vídeo

Heron Cid no Hora H: “Pai, mãe e filha, uma família devastada pela pandemia”


Mal cheirosa

Dona Candinha sobre o barulho resistência de setores governistas ao nome de Ricardo Feder para o MEC:

"Vai Feder!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
E se não for Tovar e nem Bruno em Campina Grande, pelo bloco de Romero?
NÚMERO

1,7 milhão

Número de máscaras protetivas distribuídas pelo Governo da Paraíba, até agora, na pandemia.