Bastidores

Obrigado, Correio! (por Edinho Magalhães)

4 de abril de 2020 às 12h40
Edinho Magalhães, colunista semanal e correspondente do Correio da Paraíba em Brasília

E o futuro chegou. Antes mesmo dos efeitos colaterais provocados pelo isolamento social devido ao Coronavírus, uma geração inteira já vivenciava a evolução de uma modernidade usando aplicativos vinte e quatro horas por dia para se alimentar, se comunicar, pagar contas, fazer compras, trabalhar, se relacionar e viver, enfim, com tudo ao alcance das mãos e sem precisar sair de casa. A modernidade que se impõe à sociedade do século 21 nos colocou também diante de um caminho sem volta em direção às mídias digitais. Não se trata tão somente (do início) do fim do jornal impresso, mas de uma mudança de costume e de postura das pessoas. Ir à banca comprar jornal nos dias de hoje, por exemplo, tornou-se um charme. Receber em casa, então, quase um luxo mantido por antigos assinantes e apaixonados pelo papel. O imediatismo ‘on line’ e em ‘tempo real’,  que surgiu como um passe de mágica da tecnologia anos atrás, se tornou parte de nosso cotidiano pela internet. Os ‘smarts phones’ como ficaram conhecidos os aparelhos de celular, completaram esse cenário futurista trazendo ao nosso mundo real toda invenção imaginada para o futuro. E o futuro chegou.

E com ele toda necessidade de se adaptar aos novos tempos. Tempos modernos de uma sociedade  onde cada uma das pessoas pode criar seu próprio mundo nas redes sociais, com sua própria ‘live’, seu ‘history’, seu mural de fotos, suas opiniões, enfim, com sua própria ‘página’.

Pois bem, sou ainda do tempo em que ‘página’ era a grande paixão de todo jornalista e ‘a primeira página’ era a vitrine de todo jornal que balizava a opinião de toda uma sociedade.

Aliás, ‘opinião e cobertura’ são características do jornalismo que nunca vão mudar, pois independe da forma (impresso, digital, virtual, etc), vez que é inerente ao seu mérito.

E mérito, por sua vez, é algo que precisamos resgatar numa reflexão necessária sobre esses novos tempos da sociedade moderna, onde o bom senso está cada vez mais escasso dando lugar à frivolidade de opiniões, com o mundo real perdendo interesse em detrimento das centenas de ‘likes’ de uma foto qualquer no mundo virtual.

É preciso, pois, mudar. Não somente na forma, como a tecnologia e a modernidade nos impõe, alterando o formato do jornalismo impresso para as mídias digitais (sites, blogs e portais), mas também no mérito. Manter a credibilidade sobre o que se escreve é parte do trabalho do bom jornalismo para atrair o interesse do leitor ao que realmente importa em nosso mundo real. Ter a percepção dessa importância é dever de casa das pessoas que precisam ajudar a construir a evolução de nossa sociedade. Esse é o desafio de mérito, ainda mais em tempos de coronavirus.

Ao mesmo tempo em que essa pandemia nos impôs, a todos, um isolamento social, a cobertura jornalística dos fatos políticos vindos da Capital Federal, tornou-se tão importante quanto relevante para acompanharmos as estratégias de defesa nessa guerra que estamos vivendo. As sessões remotas nos plenários da Câmara e do Senado são parte dos efeitos dessa pandemia, mas também, um olhar para o futuro que se avizinha onde a tecnologia e a modernidade que transformam tudo, permitam também a transformação do Parlamento.

Nesse epílogo do jornalismo impresso só tenho que agradecer ao CORREIO pelos melhores momentos profissionais de minha vida. À família Cavalcanti Ribeiro meu muito obrigado. Aos colegas de redação o meu abraço fraterno. E à querida editora Sony Lacerda, em saudosa memória à Lena Guimarães, Walter Galvão, Giovanni Meirelles e Rubens Nóbrega que a antecederam, dizer que foi um honra servir aos leitores paraibanos, ao seu lado.

Obrigado, amigos!

Correio da Paraíba

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