Opinião

O primeiro panelaço ninguém esquece

18 de março de 2020 às 19h43 Por Heron Cid
Presidente da República, Jair Bolsonaro (Marcos Corrêa/PR/Divulgação)

Eles fizeram muito ruído. De tão rotineiros, criaram expectativa diária toda noite numa fase complexa e delicada do Brasil, que redundou em impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O que era passado, voltou. Os panelaços reapareceram. Dessa vez, para ligar a luz de alerta do presidente Jair Bolsonaro, metido dia após dia em polêmicas desnecessárias e deslizes bobos.

O bolsonarismo não pode subestimar esse sintoma, a julgar pelos precedentes. E o episódio registrado em algumas capitais não é coisa da turma da tal resistência anunciada logo depois da eleição do ex-capitão.

A origem, ao que tudo indica, é de insatisfação mesmo. E da classe média, a mesma que apostou muitas fichas numa mudança radical e alternativa ao modelo PT de governar.

Bolsonaro não pode continuar dando sorte ao azar. Em meio à crise do coronavírus, ele não está imunizado da insatisfação popular.

Ela, somada a um economia fragilizada, o que pode ser prenunciado com a letargia do mercado em meio à pandemia, tem poder letal a governantes mal avaliados.

Se não cuidar, o governo também pode entrar na UTI. E ouvir muito barulho do lado de fora.

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