Opinião

O que a política distancia na Paraíba, que o combate ao coronavírus una

17 de março de 2020 às 12h34 Por Heron Cid
João Azevêdo, Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues: momento exige unidade a despeito das diferenças

Governos do Estado, de João Pessoa e Campina Grande, só pra citar os maiores, estão, cada um ao seu modo e estilo, anunciando providências.

Em comunicados e entrevistas individuais, João Azevêdo, governador da Paraíba, e Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues, prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, respectivamente, estão fazendo suas recomendações.

Mas há de se perguntar: diante da gravidade do que se prenuncia, não seria o caso de uma interação maior, pessoal e presencial dos três maiores gestores públicos da Paraíba?

O quadro mais do que justifica uma reunião entre os três entes, pelo tamanho das populações que governam.

Esse é o instante de ações conjuntas, cooperadas, e acima de tudo, técnicas. Por mais que cada um tenha a sua competência privativa, o cenário pede unidade, não apenas protocolar.

Unidade também de liderança, de exemplo, um gesto que consiga ser maior do que diferenças e tenha efeito pedagógico no sentimento coletivo de povo, de estado.

O que a gestão pública e os interesses coletivos, até hoje, não aproximaram, que o coronavírus una e contagie as autoridades de desprendimento e mate as barreiras de isolamento, uma doença tipicamente paraibana.

Por autoproteção e cuidado, o cidadão precisa se isolar. Os seus governantes precisam estar juntos.

Como a sociedade reflete seus líderes, seria o maior gesto simbólico de união contra a doença.

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