Opinião

Jair precisa ser mais presidente e menos Bolsonaro

18 de fevereiro de 2020 às 14h31 Por Heron Cid

Antes de uma pessoa, propriamente dita, a Presidência da República é uma instituição. Ainda que o seu ocupante lhe dê um adorno pessoal, o cargo continua sendo maior do que o sujeito eventual sentado provisoriamente na cadeira.

Jair Messias Bolsonaro, investido no maior posto da hierarquia nacional desde janeiro de 2019, teima em ignorar isso.

Equivocadamente, ele continua sendo o candidato, afeito a bravatas e ofensas contra quem lhe contraria.

A última da vez é o trocadilho baixo, obsceno e gratuito contra jornalista da Folha de São Paulo, autora de matéria sobre a compra de disparos de mensagens na campanha presidencial.

“A jornalista queria dar o furo”, ironizou o presidente em conversa com repórteres e diante de uma claque de admiradores, na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Ele referiu-se a insinuação misógina de Hans River, ativista de marketing digital, durante depoimento à CPI das Fake News, contra a repórter.

Na boca de River, funcionário de empresa talhada em destruir reputações, a frase maliciosa até não causa qualquer espanto, mas quando sai da língua do maior líder da Nação estamos diante de péssimo duplo sentido e de um duplo mau-caratismo.

O do CPF (homem) e o do CNPJ (presidente). Ambos imperdoáveis.

Já é tempo de Jair aconselhar-se mais do presidente. E ouvir menos Bolsonaro.

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