Opinião

2020: chegaram fevereiro e o fogo das definições

3 de fevereiro de 2020 às 10h10 Por Heron Cid
O dragão da política cuspirá fogo em fevereiro, de onde devem sair muitos blocos para a rua de 2020

Quando fevereiro chegar, canta Geraldo Azevêdo, pernambucano dos bons e nome da música nacional. E fevereiro de 2020 chegou.

Com ele, a expectativa de um novo período legislativo e de esquenta para as eleições municipais.

O mês do carnaval também é o da batida do tambor da política em ano eleitoral, das tentações de alianças e da folia das definições.

E também do fogo dos rompimentos. A promiscuidade das conversas de bastidores, de todos com todos, entra na avenida e não é incomum porta-bandeira surpreender e trocar de ‘escola’.

Na nossa praça paraibana, costuma dar frevo. Ainda em janeiro, já se conheceu parte do samba-enredo em algumas cidades com martelos precocemente batidos.

Nos grandes municípios, espera-se que fevereiro traga acordes e acordos. Neste ano, o batuque vai ter mais intensidade com a nova regra do fim das coligações proporcionais.

Na prática, parte da coreografia eleitoral já começa a ser definida em abril, quando o prazo fatal das filiações já diz quem é quem.

Por isso, em fevereiro, todos os pretensos candidatos aos títulos vão usar e abusar do mês para adiantar o tempo e começar o grande ensaio.

Provavelmente, esse mês vai trazer o tom que fará a melodia de 2020. O balanço de fevereiro botará muitos blocos na rua.

Como canta Geraldo:

“O fogo vai deixar semente
A gente ri, a gente chora
Ai ai, ai ai, a gente chora”

Fevereiro vai mostrar muitas “verdades e mentiras”. Para quem gosta dessa carnavalesca política nossa de cada dia, um conselho desde já: aprecie-a com moderação.

Quando fevereiro chegar (Geraldo Azevêdo)

Quando fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua no ar
O fogo vai deixar semente
A gente ri, a gente chora
Ai ai, ai ai, a gente chora
Fazendo a noite parecer um dia
Faz mais
Depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor ô ô ôô

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguém verá o sonho que eu sonhei
Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz virar um astro incandescente
Teu amor faz cometer loucuras
Faz mais, depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois depois do amor
Amor, amor

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