Bastidores

Quem disse que João precisa se filiar a um partido agora?

23 de janeiro de 2020 às 14h08
João Azevêdo, governador da Paraíba; "quem tem prazo, não tem pressa"

Nos bastidores da política paraibana há uma latente inquietação, especialmente dentro da base governista.

Para onde vai o governador João Azevedo, fora desde o ano passado do PSB depois da dilacerante crise interna que desidratou e bagunçou o partido?

Aliados esperam definição de João e, ainda sem rumo, não sabem para onde ir. O prazo fatal das filiações é no começo de abril.

Bom, mas quem disse que João precisa se filiar agora a uma legenda?

A resposta quase unânime de observadores e políticos é: ele tem que direcionar seu grupo político e demarcar território.

O contraponto. Para isso, Azevêdo não precisa, necessariamente, estar ele próprio numa legenda. Basta apontar caminhos e múltiplas opções de sua base, pulverizada num primeiro momento, e depois filtrada num segundo e mais decisivo instante.

Sem partido, pode formar uma estratégia ampla e aglutinadora para 2020, sem se expor, sem arriscar desgaste de imagem e nem ser cobrado na famosa contagem do número de prefeitos eleitos.

Se eleger prefeito de João Pessoa e Campina Grande, por exemplo, fosse garantia de resultado estadual, a eleição de 2018 teria apontado outro vencedor.

João pode muito bem ajuntar sua tropa após o saldo das urnas. Já sabendo quem é quem e com o farol, aí sim, ligado na estrada de 2022.

No caso de João, que não é candidato agora, aplica-se bem aquele consagrado adágio político: “Quem tem prazo, não tem pressa”.

Se o fizer até abril, será por opção. Não por necessidade.

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