Opinião

João Pessoa: procura-se o ‘novo’

21 de janeiro de 2020 às 10h52 Por Heron Cid

É cedo, muito cedo, para qualquer previsão categórica. Em política, dez meses são uma eternidade. Só os soldados da crônica política se atrevem a projetar num terreno tão acidentado e imprevisível. É a insalubridade do ofício.

Mas vamos lá voltar ao tema puxado ontem aqui. A hecatombe contra o até então favorito da eleição em João Pessoa, Ricardo Coutinho, pariu um cenário completamente diferente. Isso é fato.

O moído da Operação Calvário provoca no eleitor uma certa sensação de impotência, agora, e mais tarde, com tanto barulho, de cansaço e abuso dos escândalos.

Os mais atingidos, além de Ricardo, são os nomes já carimbados e tradicionais. Há uma tendência de o eleitor generalizar, colocar todo mundo no mesmo saco.

Um prejuízo que precisa ser calculado, antecipadamente, por políticos com reputação preservada. Porque, podem crer, também sentirão os efeitos.

O que isso quer dizer? Perfis fora da curva tendem a chamar atenção. Mas, um alerta: não é algo automático e genérico.

Até esses – os que estão a postos e os que virão –  precisam demonstrar algo que o cidadão numa capital não abre mão: capacidade pessoal de liderança e de gestão, conhecimento sobre a cidade e uma ficha limpa.

A novidade que dominar esse tripé pode fazer a diferença e provocar surpresas.

Para o leitor, um exercício para pensar: quem seriam os nomes novos que se enquadram nessa fórmula?

Vídeo

Meu comentário na Hora H: “Um dia é do ‘réu’, outro do relator”


Foliando

Dona Candinha sobre a determinação do uso de tornozeleira eletrônica para investigados na Operação Calvário:

"Isso é que é pular carnaval com um pé só!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
Qual será o despacho do desembargador Ricardo Vital, a quem cabe a tarefa de adaptar as medidas cautelares contra Ricardo Coutinho?
NÚMERO

1

Assassinato por hora no Ceará, depois do motim dos policiais militares.