Opinião

Ataque à imprensa, o hobby do presidente

19 de janeiro de 2020 às 15h29 Por Heron Cid
Imprensa não precisa ser extinta; incapacidade de conviver com ela, sim

O presidente Jair Bolsonaro se especializou em cuspir fogo contra jornalistas. A prática da desqualificação, durante entrevistas e sem nenhum pudor, já virou marca.

O destrato com profissionais da imprensa que ousam fazer alguma pergunta inconveniente ou sobre algum problema envolvendo o governo entrou no script presidencial.

Bolsonaro já classificou jornalistas como uma raça em extinção (ou seria a ser extinta a depender da vontade do Planalto?!), agrediu repórter com “cara de homossexual terrível” e respondeu questionamentos com um “pergunta à sua mãe”.

Na concepção do presidente, ele só deve responder o que lhe ofereça a oportunidade de falar de temas amenos ou de alvíssaras do governo.

De fato, o chefe da Nação e nenhum autoridade têm a obrigação de atender jornalistas e nem de prestar entrevistas, embora devam satisfações formais ao público. Sobre assuntos bons e ruins.

O caso de Bolsonaro é, porém, de desrespeito, incivilidade e depreciação deliberada ao jornalismo, instrumento básico de informação em qualquer sociedade democrática.

Em vez de responder e esclarecer, o ataque, puro e simples. É a estratégia mais fácil e dá menos trabalho.

Não é a imprensa que precisa e merece ser extinta, como defende o nosso presidente. É a incapacidade de tolerá-la, com seus acertos e defeitos.

Assim como imprensa e sociedade são obrigados a conviver e respeitar todos os tipos, inclusive, os mais primitivos. A isso ainda damos o nome de humanidade.

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