Opinião

Paralisação de obra: os pingos nos is e o nome do culpado

17 de janeiro de 2020 às 11h31 Por Heron Cid

Justiça seja feita. A bancada federal paraibana não tem nenhuma responsabilidade sobre a paralisação das obras da triplicação da BR-230 em João Pessoa e Cabedelo.

Todos os informes oficiais e extraoficiais apurados até aqui apontam para um culpado: o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (DNIT).

O órgão – na Paraíba e em Brasília – permitiu o entrave, não se programou corretamente e nem acionou a bancada para alertar sobre iminente risco de falta de recursos, argumento alegado tardiamente e só depois do “leite derramado”.

O Departamento sequer consegue se entender na sua hierarquia entre João Pessoa e Brasília.

O DNIT da Paraíba responsabiliza empresas vencedoras do consórcio pela paralisação. Nessa versão, as construtoras pedem aditamento de recursos e não aceitam continuar o serviço pelos mesmos valores.

Já o DNIT em Brasília diz que o entrave é causado pela falta de recursos no Ministério da Infraestrutura.

Seja lá o que for, caberia à direção do órgão na Paraíba a articulação administrativa para evitar a consumação do problema e dos transtornos.

A bancada fez a sua parte, alocou recursos para a primeira etapa e até tem margem aberta de disponibilidade, segundo o Blog apurou junto aos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP) e Efraim Filho (DEM), este coordenador da bancada paraibana.

A bancada designou os recursos e o DNIT deixou, desastrosamente, o prazo se esgotar.

Entre os parlamentares, o sentimento é de indignação com uma falha do DNIT estadual que, entre os desavisados, confunde a opinião pública e deixa margem para uma cobrança indevida na conta de deputados e senadores.

Nesse caso, a única fatura que deve ser destinada à bancada é a da pressão triplicada em cima do governo para reparar o dano. De preferência, responsabilizando quem foi irresponsável ou omisso.

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