Bastidores

A delação e a diferença entre os casos do governador e do ex

13 de janeiro de 2020 às 17h15

O governador João Azevêdo (sem partido) contestou trecho divulgado hoje de depoimento da ex-secretária Livânia Farias. Nele, Livânia afirmar ter repassado uma “ajuda de custo” para despesas pessoais de João durante a licença do Estado para disputar o governo.

“Jamais recebi recursos de quem quer que seja para fazer uso pessoal. A campanha foi bancada com recursos do partido. Eu jamais autorizei que alguém recebesse recursos ilegais para bancar essas despesas”, disse.

A fala de Livânia causa inevitável desconforto para o Governo, mas, friamente falando, o caso do governador João Azevêdo tem uma diferença crucial em relação à denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

Sobre João, até aqui, as acusações e suspeitas são baseadas em palavras contra ele. No de Ricardo, são conversas pessoais, de viva voz, gravadas.

Nos ombros de João, suspeita de dinheiro ilegal para sua campanha. Nas costas do antecessor, denúncia de enriquecimento ilícito, via negócios pessoais e participação oculta em sociedade com empresas contratadas do Estado.

Contra palavra de Livânia, a defesa do governador tem a palavra de João. Contra a palavra do ex-governador, a gravação de Daniel.

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