Bastidores

A Calvário e um certo silêncio no ar

9 de janeiro de 2020 às 17h01
Cautela de setores da oposição é samaritanismo ou receio?

Deu pra perceber que, no geral, reina uma surpreendente cautela das grandes lideranças políticas da oposição da Paraíba ao tratar sobre o escândalo em torno do ex-governador Ricardo Coutinho?

O barulho maior sai da boca e das redes sociais do segundo ou terceiro escalão do universo político paraibano.

Entre os caciques, o comedimento impera.

Quem não se omite a falar publicamente, prefere as poucas e genéricas palavras.

Quase nunca, o mérito.

Mas como explicar essa metamorfose de uma classe política que vivia as turras com Ricardo Coutinho e espumava de raiva só de pensar em seus açoites, exatamente no seu pior e mais desfavorável momento?

Duas possibilidades.

Uma. Baixou um repentino espírito elevado e altruísta daqueles que não fazem nunca pirraça em cima da desgraça alheia.

Dois. É estratégia preventiva para não arriscar queimação de língua.

Afinal, na política paraibana, Ricardo já foi de tudo mundo. E todo mundo, em algum momento, já foi seu também.

Qual sua aposta?

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