Opinião

A nuvem negativa e a agenda positiva

6 de janeiro de 2020 às 14h08 Por Heron Cid

A Operação Calvário é um incêndio que inevitavelmente deixa muita fumaça no ar. E tóxica, por sinal. Governar sem inalá-la ou sem se contaminar, sob o risco do efeito paralisante, é o mandamento número um posto para o governador João Azevêdo.

Na solenidade de avaliação do primeiro ano de gestão, nesta manhã, Azevêdo exercitou esse desafio quando não se limitou a fazer balanço anual, mas prospectou ações para presente e futuro.

Anúncio de reformas, investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão e novos concursos apareceram no farol dianteiro para afastar o obscuro passado que insiste em bater à porta e fazer estragos.

Os paraibanos e paraibanas, atônitos com tudo que tem vindo à baila, querem e esperam que o governo vá além de declarações de discordâncias, reprovações e desvinculações dos malfeitos apontados pela investigação do Ministério Público.

Para o cidadão, isso é relevante para manter a crença na honorabilidade da administração. Tão importante quanto é ver o governo andando, operando em sua total capacidade administrativa e financeira e tocando ações e obras em ritmo compatível.

Não dá pra ignorar o esforço pessoal e técnico de João em pleno furacão e escombros. Especialmente, na condução política pela remoção de quadros herdados que já não mais dispunham de condições de permanência e de outros afastados “a bem do serviço público”, bem como na acertada ruptura com as organizações sociais, um modelo falido.

No horizonte do governador a tarefa de dissipar a nuvem de fatos negativos de 2019 e estabelecer, com firmeza, uma agenda positiva em 2020, ano ainda de incertezas econômicas. Cabe ao governo e somente a ele resgatar a credibilidade alvejada, virar a página de um ano de crises e, sobretudo, provar que a Paraíba tem, nos tempos atuais, uma governança realmente diferente; capaz de ser eficiente nos resultados, sem deixar de ser honesta nos atos.

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