Bastidores

2019, o ano do parto

31 de dezembro de 2019 às 10h35
Ano que se finda pariu muitos aprendizados: o Brasil e a Paraíba estão mudando à fórceps

O Ideia Big Data, da jornalista Cila Shulman, e a Consultoria Cause, realizam, anualmente, um levantamento interessante junto ao público.

Da pesquisa, extrai-se a palavra que melhor representa o ano em vias de ser finalizado. Indignação em 2016, corrupção em 2017 e mudança em 2018.

Os termos são verossímeis e refletem com crueza o que vivemos em passado tão recente.

E 2019? Dificuldade expressou o sentimento dos últimos doze meses. E como se encaixa nesse ano de tantas dores e agonias, um período de travessia.

O Brasil passou, de fato, por um grande e impreciso deserto.

Quem não tem uma dificuldade para contar? Quem não viveu uma de perto nesse 2019? E isso não significa que não há o que comemorar.

Pelo contrário. Em tempos caudalosos, chegar até a margem é sobreviver nos mares em que muitos se afogaram.

No plano nacional, o governo da “mudança” segue em sacolejos homéricos. Acerta em alguns conteúdos inadiáveis, peca pela forma, colide, recua, avança.

Não encontrou terreno fácil, mas subsiste por uma constatação inegável: não há qualquer denúncia de corrupção dentro da máquina federal, em 2019.

Um avanço, para o padrão da nossa última era de escândalos cotidianos, mesmo considerando as graves suspeitas passadas envolvendo o filho (Flávio) do presidente quando deputado na Assembleia do Rio.

O barulho que o governo causa é pelas trapalhadas, gafes e grosserias do presidente e excêntricos ministros.

Na Paraíba, um ‘calvário’ de proporções nunca imaginadas em proporções nem mesmo do tamanho da revanche de adversários coléricos do PSB.

Um terremoto que botou o partido governista de cabeça para baixo, atropelou Ricardo Coutinho e chacoalhou um governo que João Azevêdo sustenta com esforço colossal a exigir dele, técnico por formação e prática, um PHD político em período recorde de MBA.

Para o Palácio da Redenção, o levantamento do Ideia Big Data foi sentido na pele, de janeiro a dezembro.

O ano, enfim, está se despedindo, “derrubando homens entre outros animais”, como profetizou o paraibano Zé Ramalho.

Se 2019 foi de dificuldade, que 2020 seja de superação!

Vídeo

Heron Cid no Hora H comenta a “indignação seletiva”


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Dona Candinha sobre o barulho resistência de setores governistas ao nome de Ricardo Feder para o MEC:

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E se não for Tovar e nem Bruno em Campina Grande, pelo bloco de Romero?
NÚMERO

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