Bastidores

Ministro que soltou Ricardo não entra no “mérito” das acusações

21 de dezembro de 2019 às 16h57
Napoleão Nunes analisou apenas requisitos de prisão preventiva e não viu elementos

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) pode deixar a qualquer momento a Penitenciária de Segurança Média de Mangabeira. Despacho do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Napoleão Maia, determinou a “soltura imediata” do socialista. A concessão do habeas corpus se estende também à prefeita do Conde, Márcia Lucena (PSB), David Clemente Correia, Cláudia Veras e Francisco das Chagas Ferreira, todos presos na sétima fase da Operação Calvário.

Na apreciação, o ministro ressalta que não entra, nesse momento, no mérito das acusações contra o ex-governador Ricardo Coutinho. O magistrado se limita a analisar os requisitos para a prisão preventiva:

“Defiro o pedido de medida liminar neste HC, para ordenar, como ordeno, que o paciente RICARDO VIEIRA COUTINHO seja, imediatamente, posto em liberdade, sem prejuízo do trâmite do processo penal a que se acha submetido, sobre cujo mérito não emito, neste azo, nenhum juízo”.

Como se sabe, as acusações imputadas ao socialistas pelo Ministério Público são acompanhadas de delações e de gravações entre Ricardo e Daniel Gomes, operador financeiro da Cruz Vermelha e réu confesso dos desvios de recursos e pagamentos de propinas.

Ricardo foi preso na última quinta-feira (20) pela Polícia Federal. Ele é apontado pelo Ministério Público como chefe de uma organização criminosa que teria desviado recursos em contratos com organizações sociais. Na audiência de custódia, Coutinho negou as acusações: “Eu digo publicamente que sou inocente”.

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