Opinião

A lei da semeadura e o favoritismo de Tyrone

14 de dezembro de 2019 às 12h41 Por Heron Cid
Fábio Tyrone é o típico exemplo de que quem planta no terreno da gestão colhe no eleitoral

De fevereiro pra cá, pouca coisa mudou, desde quando o Instituto Opinião fez pesquisa para avaliação da gestão e do cenário eleitoral em Sousa.

Praticamente e surpreendentemente o quadro permanece inalterado dez meses depois. O prefeito Fábio Tyrone (PSB) mantém a performance de liderança folgada para a reeleição e a administração aprovada por 75,6% da população.

Na pesquisa anterior era 78,4%. Ou seja, dentro da margem de erro de 4,4% para mais ou para menos.

Isso significa que ele mantém o ritmo administrativo e que a oposição não criou ‘fato novo’.

Os índices do governo explicam com eloquência sua larga dianteira frente aos principais adversários, o médico Zé Célio e o ex-prefeito André Gadelha.

De Zé Célio (19,8%), ainda bafejado pelas urnas de 2018 como bem votado para deputado estadual na cidade, Tyrone, com 48,8% das intenções de voto, tem distância de 30 pontos. Contra André, que aparece com 12%, o prefeito abre uma diferença ainda maior, no cenário geral. Beira 40 pontos de vantagem, a dados de hoje.

Retirados os nomes estimulados com menor aparição nos números (Myriam Gadelha, Osnildo Silveira e Valdecir Filho) Tyrone fica com 49,9%, Zé Célio vai a 23,4% e André chega a 13,2%. Alteração mínima do tabuleiro.

O prefeito também vence em todos os confrontos diretos. De 58,2% a 19,8% contra André Gadelha, de 53,2% contra 33,4% contra Zé Célio e de 62,2% contra 13% contra o vereador Cacá Gadelha.

Detalhe: Zé Célio, o nome mais competitivo, segundo a pesquisa, não tem demonstrado apetite para disputar a sucessão municipal.

O que deve obrigar André Gadelha a entrar no pleito, porque apesar da desidratação eleitoral ele detém o maior carisma pessoal entre todos os nomes oposicionistas. E deve ser o nome da oposição pelo desempenho particular em campanha (costuma crescer) e para preservar seu espólio eleitoral para futuras eleições.

O caso do amplo favoritismo de Fábio Tyrone tem ligação notória com seu desempenho administrativo, constatado na pesquisa. Sua elástica aprovação reflete diretamente nos números eleitorais e na preferência do cidadão.

É a lição que fica para Sousa, mas também para qualquer político no Executivo: não há como plantar uma má gestão e querer colher bons frutos eleitorais. A colheita depende diretamente da semeadura.

Na semi-árida Sousa, Tyrone tem sabido semear e irrigar em terreno fértil. A lavoura de votos é consequência.

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