Opinião

A nova PBPrev e uma velha ‘prova’ para o governo

12 de dezembro de 2019 às 10h36 Por Heron Cid
Palácio da Redenção, sede da Secretaria da Chefia de Governo

O governo João Azevêdo vai passar agora por um grande teste. A votação da indiscutível necessidade da Reforma da Previdência da Paraíba, obrigatória por força de Lei, inclusive, obrigará a gestão estadual a exercer toda sua capacidade de diálogo.

O debate, até aqui, tem sido epidérmico. Natural. A oposição quer mais discussão e já acusa, como esperado, o texto de prejudicial ao servidor. Um discurso presumido aqui e em Brasília.

Não há uma readequação que não mexa com o status quo e nem fira o bolso dos beneficiários. Do contrário, não seria reforma, seria promoção.

E o rombo previdenciário paraibano, como praticamente em todos os estados, não será corrigido por retórica e nem arroubos.

Mas também não dá para aprovar um texto dessa complexidade sem uma audiência pública sequer.

O governo vai precisar enfrentar essa contenda com paciência e argumento, ainda que a histeria e os gritos dominem a pauta, o plenário e o noticiário.

Não pode fugir das perguntas e nem dos questionamentos. E tem que respondê-los com racionalidade, números e técnica. A verdade cabe em todo lugar. De conversa fiada o cidadão está cheio.

Azevêdo vai sofrer um pouco do que Jair Bolsonaro amargou nos meses intensos da reforma promovida pelo Governo Federal.

Mesmo sem maioria no Congresso, o Planalto aprovou a proposta, com ajustes, pela singela compreensão cartesiana e responsabilidade pública e política com o futuro da previdência. O que deveria transcender partidos, projetos de poder e palanques.

Para a articulação política de João Azevêdo, um desafio a mais.

No auge de um traumático rompimento político, vai precisar se defender e se esquivar de dupla artilharia: a da velha e da nova oposição, liderada pelo ex-governador Ricardo Coutinho.

Mas também será, para o Palácio da Redenção, uma bela oportunidade de somar seus votos e saber com quem conta na Assembleia.

Vídeo

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Quem tem, tem medo!

Dona Candinha sobre o atual momento político no Planalto:

"Tá todo mundo com o QUeiroz na mão!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
Com o noticiário político atual, quem no Brasil precisa de série para maratonar?
NÚMERO

100%

Índice de ocupação de leitos de UTI para covid-19 em Natal, Rio Grande do Norte, há pelo menos um mês.