Opinião

Esquerda e Direita juntas na Paraíba e os discursos de ocasião

11 de dezembro de 2019 às 11h18 Por Heron Cid

Já pensou algum tema capaz de unir bolsonaristas e esquerdistas? Na Paraíba, esse “milagre” está em vias de ser obrado.

O “santo” é a proposta de reforma da Previdência, aprovada no Governo Federal e replicada ‘obrigatoriamente’ pelos estados e municípios.

O texto enviado pelo Governo da Paraíba para cumprir o texto constitucional aprovado em Brasília atraiu para a mesma arena deputados como Walber Virgolino, do Patriotas, e Gervásio Maia, do PSB ricardista.

Está tendo potencial para unir na mesma voz o Cabo Gilberto, fiel defensor de Bolsonaro e entusiasmado defensor da Operação Calvário, e a deputada Estela Bezerra, lulalivrista e crítica contumaz do trabalho do Gaeco.

Só está faltando uma passeata com essas personagens todas juntas com os mesmos cartazes e liderados pela CUT…

O discurso fácil de defender para a plateia parece confundir e atrair também outros setores da oposição, como se viu ontem na CCJ.

Camila Toscano e Ranieriy Paulino, do PSDB e MDB, respectivamente de partidos que votaram e trabalharam pela reforma no Congresso, estão na barreira de contenção da reforma por aqui.

Pedir mais tempo e debate é uma coisa, mas ameaçar reprovar uma reforma sabidamente necessária e e urgente, como alguns sinalizam, é outra completamente diferente.

Sobretudo, sabendo que até estados governados por socialistas (Espírito Santo) e comunistas (Maranhão) já votaram e aprovaram seus respectivos projetos.

Uma dupla contradição para bolsonaristas e esquerdistas. O que se diz ou se pensa em cima nem sempre se reproduz em baixo.

O barulho inusitado leva a a Assembleia da Paraíba a correr o risco de pagar o mico de ser a única a travar um avanço que corrige o atraso e a possibilidade de salvar uma previdência cujo déficit anual passa de R$ 1,2 bilhão.

Um rombo que só não é maior do que a inusitada e repentina afinidade de ocasião.

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