Opinião

A nova comunicação e a (dura) arte de girar a chave

5 de novembro de 2019 às 11h37 Por Heron Cid

Especialistas são unânimes em dois pontos: a comunicação está passando por uma revolução de mudanças e, ao mesmo tempo, ninguém sabe ao certo para onde ela está indo.

Essas mudanças não se limitam às estruturas de comunicação, também atônitas e em adaptação forçada. A vida e as possibilidades dos jornalistas e comunicadores também entraram nessa ebulição.

Para os produtores de conteúdo, uma mudança que amplia horizontes, descortina oportunidades e obriga reinvenção.

Quantos jornalistas famosos, de repente, não mudaram a rota natural e passaram a descobrir outros caminhos? Gente que larga organizações e conglomerados exponenciais para desbravar novas plataformas.

Definitivamente, findou o tempo em que só existia ou sobrevivia quem estava na limitação de uma caixa. Em muitos casos, uma caixa criativa e outra financeira. Isso não significa, porém, que a mídia tradicional não continua tendo sua forte influência social e importância econômica. Apenas que ela não é mais a única. E que todas podem muito bem se completar.

A Paraíba tem sido terreno fértil em exemplos nos últimos meses.

O casal Patrícia Rocha e Bruno Sakaue, reconhecido no jornalismo da televisão paraibana a partir da força da TV Cabo Branco, romperam essa bolha e se permitiram a outro universo que está aí para ser desbravado.

Fernanda Albuquerque, carismática e dona de um considerável contingente de seguidores, construiu no paralelo ao seu distinto trabalho na televisão um diálogo próximo com as pessoas. O que lhe permitiu  empreender com um negócio próprio de beleza, que leva a assinatura do seu nome.

Ex-editora de jornais conceituados e ex-coordenadora de comunicação da Assembleia, Beth Torres há cinco anos enveredou pela dura arte da condução da própria empresa de gestão de imagem, a Múltipla Comunicação, onde é sócia com a também jornalista Marly Lúcio, detentora de bagagem de destaque na comunicação paraibana.

São exemplos locais desse novo fenômeno em plena efervescência, o diálogo do conteúdo com as plataformas digitais. Com eles, estarei dialogando hoje, às 15h, na Uninassau, em João Pessoa, sobre esse admirável mundo novo que dá frio na barriga, é arriscado, mas também extremamente instigante.

Acrescentarei, modestamente, às experiências desses colegas, a inquietude que me fez fundar, logo nas primícias da carreira, o Portal MaisPB, a base que me deu a condição quase dez anos depois para semear agora um novo ciclo profissional.

Parte dele foi anunciado ontem, a Rede Mais, projeto que integrará conteúdo digital produzido pelo Portal à uma rede de emissoras de rádio, com programa próprio de segunda à sexta-feira (18h), e uma agência de conteúdo de áudio personalizado para os veículos parceiros.

Todos nós temos um traço convergente. Em algum momento, foi preciso tomar uma decisão. E, como toda escolha, exige renúncia. Renunciar dói, mexe, provoca e dá medo. Empreender é saltar de paraquedas todo dia. Não há um só em que não se sinta aquele friozinho na barriga.

Mas, como registrou um dia o poeta Guimarães Rosa, “o que a vida quer da gente é coragem”.

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