Opinião

Um governo indo e voltando

2 de novembro de 2019 às 12h29 Por Heron Cid
Jair Bolsonaro na solenidade do programa Novo Mercado de Gás (Foto: Daniel Marenco)

Quando passou recentemente pela cidade de Marizópolis, Alto Sertão da Paraíba, terra natal do autor do Blog, a ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva, ficou curiosa com a frase de um vereador local.

Na conversa amistosa com a líder da Rede, Fabiano Lira, parlamentar no terceiro mandato no município, disse que o que o presidente Jair Bolsonaro dizia pela manhã não servia para a tarde.

Falava, claro, das idas e vindas do governo. Marina riu com a frase e pediu autorização para usá-la. O vereador, também rindo, liberou de pronto a utilização do adágio bem nordestino.

A passagem de bastidores é hilária, mas é séria também.

O Planalto, sob o comando do ex-capitão, se especializou em criar incêndios e depois tentar, um tanto tarde, debelá-los.

Os episódios são fartos.

O mais novo é o da ameaça da volta do AI-5 para conter o que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, chama de eventual radicalização da esquerda.

Depois da polêmica, ele engatou a ré e puxou o freio de mão.

“Se eu pudesse voltar atrás, não teria falado no AI-5, porque acabei dando munição para a oposição ficar me metralhando. De maneira nenhuma eu cogitei naquele momento retornar ao AI-5. Estava falando do que ocorreu no Chile e que pode vir ao Brasil”, justificou, em entrevista ao Programa do Ratinho, no SBT.

Dias antes, o pai, o presidente em pessoa, publicou vídeo nas redes sociais com a autoimagem de leão, cercado de hienas. Elas, os poderes, tentando devorá-lo.

Bolsonaro deletou a publicação e posteriormente se retratou.

Tem coisas, todavia, que mesmo entre idas e vindas vão ficando. E não se apagam.

Vídeo

Meu comentário na Hora H: “Coronavírus lá fora e o efeito dentro da gente”


Acautelados

Dona Candinha sobre o coronavírus na Paraíba:

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PONTO DE INTERROGAÇÃO
A rede hospitalar da Paraíba tem leitos de UTI suficiente para enfrentar o coronavírus?
NÚMERO

R$ 600

Valor do auxílio anunciado pelo Governo Federal para trabalhadores informais, durante três meses da crise do coronavírus.