Opinião

PSB inicia depuração; é o sinal para o governo começar a sua?

29 de outubro de 2019 às 21h03 Por Heron Cid

Em julho passado, a deputada estadual Estela Bezerra foi a primeira a utilizar a expressão “depuração” no PSB.

Ela comentava a possibilidade de saída do partido do presidente da Assembleia, Adriano Galdino, convidado à época pela direção do Avante.

“Também acho que os deputados que não tiverem a ideologia socialista devem ficar à vontade. Esse é o momento de depuração”, cravou Bezerra na ocasião, conforme os arquivos da grande rede digital.

A frase veio em tom profético, considerando o que se sucedeu logo em seguida com a destituição da direção estadual e a decretação da intervenção sob a presidência do ex-governador Ricardo Coutinho.

Agora, a depuração propriamente dita – como pregava Estela – chegou às bases municipais.

A remoção dos prefeitos de Pilar, Benício Neto, e de Sapé, Roberto Feliciano, são a materialização desse processo deflagrado no Jardim Girassol.

O ricardismo tem no PSB seu território de guerra. Assim, o partido iniciou a contagem dos soldados com quem pode contar e os que estão prontos para seguir o general da legenda e seu comando estratégico.

Quem não se adapta, entra na fina peneira moldada pelas palavras de Estela.

No PSB, Ricardo deflagrou a irreversível limpeza das ‘substâncias’ indesejáveis, aqueles que ousaram divergir da intervenção e que seguem com o governador João Azevêdo.

Seria o sinal que faltava para o governo se sentir à vontade para também começar a depuração dos que contestam e desafiam a liderança do governador?

Benício Neto, prefeito de Pilar, destituído do comando do PSB na cidade por ser contra intervenção no diretório estadual

Roberto Feliciano, prefeito de Sapé, a segunda maior cidade administrada pelo PSB é removido da comissão do partido por seguir João

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