Bastidores

O “nego” ao Estado e o que não tem justificativa e nem nunca terá

26 de outubro de 2019 às 13h03

Com documentos provando a solicitação formal do Governo do Estado, qual é a justificativa do deputado federal Gervásio Maia (PSB) para não destinar um centavo dos R$ 16 milhões que tem direito para as obras e planos do “projeto” que diz seguir, servir e acreditar?

Se é que tem alguma possível, o experiente Gervásio sabe que, em casos como esse, não adianta e nem serve, ao menos para o público e cidadão, a alegação frágil de que não foi contactado pessoalmente, por má vontade do governador.

Brilhante e contundente deputado de oposição a Cássio Cunha Lima e depois a Ricardo Coutinho, posteriormente convertido, Maia sabe, mais do que ninguém, que argumento nenhum consegue ser maior do que o interesse público.

Tudo abaixo disso é menor. Até Julian Lemos, do extremo PSL de Bolsonaro, soube compreender isso.

Como, então, um parlamentar que se esforça tanto para conquistar espaço na esquerda e empinar discurso republicano em Brasília pode fazer o contrário na sua terra?

Como em “À Flor da Terra”, de Chico Buarque, tem coisa que não tem justificativa e nem nunca terá.

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