Bastidores

Uma entrevista exclusiva do novo líder de Bolsonaro ao Blog

24 de outubro de 2019 às 18h08

O novo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), é um político experiente. A longeva presença na Câmara e no Senado lhe dá o diferencial de trânsito e desenvoltura entre os parlamentares. Perfil diferente da estreante Joice Hasselman. Uma influência atestada ontem por quem viu de perto, feito o autor do Blog, uma festa descontraída realizada no apartamento de um deputado federal mineiro, em Brasília, para saudar a chegada de Gomes ao posto, com a presença do PIB político da capital federal. De deputados ao presidente em exercício da República, Davi Alcolumbre (DEM).

Acessível, direto e sincero, o senador do Tocantins disse o que pensa numa entrevista exclusiva ao Blog. Ele defende uma relação próxima, de gestos, do presidente Jair Bolsonaro com o Nordeste. A tese parte do pressuposto da força dos adversários (a esquerda) de Bolsonaro na região.

Descontraído e afiado no karaokê, durante a confraternização regada a um fausto jantar e muito uísque e vinho, Eduardo entoou Alma Gêmea, de Fábio Júnior, com a mesma facilidade e naturalidade com que discorre em fala fluída sobre a sua nova missão junto ao Parlamento Nacional.

“Eu disse ao presidente que ele não precisa de defesa. Um cara talhado na luta como ele sabe se defender como ninguém. Meu papel é fortalecer essa relação com os parlamentares”, receitou o empresário eleito com 248.358 votos, em 2018.

Na informalidade, revelou uma conversa com Bolsonaro, na qual foi direto ao dizer que o presidente não se incomodasse com falta de elogio ou presença em eventos oficiais. “Eu sei que o senhor tem sua turma e eu tenho a minha”, brincou Gomes, numa fala cheia de humor, mas reveladora do seu estilo: foco no conteúdo e não na embalagem.

Para Eduardo, o presidente já tem um legado para mostrar ao Brasil em dez meses de gestão. E aponta dois: a independência com a qual formou seu ministério, com critérios técnicos e sem interferências partidárias, e a aprovação da reforma da Previdência.

“Não é a toa que o ano de 2019 será concluído com o presidente Bolsonaro aprovando a reforma da Previdência e caminhando a Tributária e outras reformas importantes”, argumentou.

O novo líder trata Jair Bolsonaro como político que pode ser “contestado”, mas jamais “questionado”, por ter, segundo Gomes, “coerência”:

“Ele ganhou a eleição com seu jeito forte de defender as ideias e fez isso agora, para surpresa de alguns, durante o mandato. É um presidente que pode ser contestado, mas não pode questionado sobre a sua coerência sobre aquilo que ele pensa”.

De personalidade forte, Eduardo Gomes não quer ser um líder a bater continência ao ex-capitão. Está mais propício a se tornar um general da articulação que garanta mais paz do que guerra na relação com o Congresso.

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