Bastidores

O coraçãozinho de Bolsonaro (por Diogo Mainardi)

13 de outubro de 2019 às 09h58
(Foto: Sergio Lima/AFP)

Jair Bolsonaro, na quarta-feira, destacou uma mensagem de um de seus apoiadores. A mensagem apareceu em minha página do Twitter acompanhada por um presidencial e por um “mi piace” (minha página fala italiano). Seu autor, Leandro Ruschel, comentou:

Observando essa briga na direita, percebo que não há má intenção nas partes envolvidas, apesar de alguns arroubos.

Há diferença na visão entre apoiar o presidente num caminho de negociação com o sistema podre, ou partir para o conflito aberto.

Pode ser que a mensagem tenha sido endossada por um assessor do Palácio do Planalto, mas é claro que ela reflete o drama sentimental do próprio Jair Bolsonaro. O  presidencial está dividido entre o acordão com o STF (e a necessidade de negociar com o sistema podre) e o impeachment dos ministros do STF (conflito aberto).

Em sua mensagem, o comentarista argumenta que, depois de devastar sua base eleitoral, traindo os antigos aliados, Jair Bolsonaro deve se acertar com o inimigo, cobrindo-o de regalias. Ao mesmo tempo, ele reconhece que o eleitorado bolsonarista repudia esse acordão, sobretudo quando ele é usado para esmagar a Lava Jato.

Para qual lado o  presidencial vai pender? A resposta deve ser dada em 10 de novembro. A ala do bolsonarismo que defende o conflito aberto contra o sistema podre vai às ruas. Se até lá o STF já tiver inocentado Lula (anulando o processo do triplex) e soltado seus comparsas (abolindo o encarceramento em segundo grau), Jair Bolsonaro poderá tentar recuperar uma parte de seu eleitorado alimentando os protestos.

No Peru, as manobras para abafar a roubalheira da Odebrecht abriram o caminho para o fechamento do Congresso e o bloqueio do Supremo. Ainda há tempo para evitar que o mesmo ocorra no Brasil.

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