Opinião

Reforma a forceps: velhos nomes saem, entra governo novo

10 de outubro de 2019 às 11h48 Por Heron Cid
Nem tudo dos efeitos da Operação Calvário são ônus para o governo: os desdobramentos também trazem seus bônus; um secretariado com o DNA do governador

Chegou a cinco o número de secretários abatidos, por motivos e causas diferentes, nos desdobramentos da ruidosa Operação Calvário na Paraíba.

Especificamente como consequência da investigação em curso saíram do governo Livania Farias, Gilberto Carneiro, Waldson Souza, Ivan Burity e Aléssio Trindade. Por enquanto.

Detalhe: todos remanescentes da cota do ex-governador Ricardo Coutinho. Como se pode observar, nem toda herança legada a João foi bendita.

Com a soma de outras saídas e acomodações, a dinâmica do governo terminou sendo forçada pela conjuntura, e nove pastas, ao total, mudaram de cara.

Isso, incluindo na conta Chefia de Governo, Comunicação, Saúde e Finanças.

É um número considerável em dez meses. Dá quase uma média de uma mudança a cada 30 dias.

Se trazem inevitáveis dissabores, paradoxalmente os efeitos da Calvário têm dado a João a oportunidade de fazer um secretariado com sua personalidade e estilo.

Em menos de um ano, o governo já tem nova cara. Pela soma da força das circunstâncias e das decisões do governador.

Para quem ainda espera pela reforma no governo, uma constatação: por vias transversas, ela já vem acontecendo.

Essas vias transversas precipitaram a reforma, que é profunda e ampla – o que não significa conclusa, e deram a João chance de ser João. João por inteiro. Com seu DNA próprio.

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PONTO DE INTERROGAÇÃO
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NÚMERO

90

Número de páginas do documento do Gaeco-Paraíba que fundamentou pedido de buscas e apreensão e de prisões preventivas na quinta fase da Operação Calvário.