Opinião

O ato preliminar

8 de outubro de 2019 às 11h42 Por Heron Cid
Na sua mensagem aos secretários, João mandou dizer sem espaço para dúvidas: o governador é ele, fica quem o segue, respeita e acredita no governo

As palavras do governador João Azevêdo (PSB), antes, durante e depois da reunião com o secretariado, foram pedagógicas como as de um professor primário.

Não ficou margem para dúvida. Se não optou por uma sumária caça às bruxas, também não vai admitir e nem tolerar boicotes internos.

Sobretudo, aqueles movidos pela sanha que levou a incontrolável autofagia do PSB, legenda que se dissolve feito sonrisal após o traumático processo cartorial de intervenção.

A fala do governador invocando um governo uno e determinando separação entre governo e partido, para não afetar resultados, funciona como um ato preliminar, um sobreaviso.

Aqueles que ignorarem a recomendação, desconsiderarem seu comando e ainda provocarem com ações ou omissões a desestabilização da gestão, já estão avisados da consequência prática.

João tirou de si a responsabilidade de eventuais demissões. Entregou na mão dos seus subordinados a escolha do destino de cada um.

Não é Azevedo quem vai demitir. São as atitudes individuais que ditarão o caminho que cada um quer seguir.

O governo já escolheu o seu; vai governar com quem é aliado e acredita no governo e no governador. No discurso e na prática.

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