Bastidores

No Dia do Nordestino, uma voz feminina e paraibana no Palácio do Planalto

8 de outubro de 2019 às 22h26
Daniella Ribeiro, senadora paraibana, discursa para uma plateia típica do poder brasileiro: masculina e 'sulista'

A imagem é icônica. No Palácio do Planalto, uma mulher, e paraibana, discursa na tribuna. Na plateia, com exceção de uma criança, só homens. Todos do Sul e Sudeste. Eles ouviam uma voz feminina que falava da Lei Geral das Telecomunicações.

No Dia do Nordestino, por “força desse destino”, como canta Belchior, Daniella Ribeiro (PP), senadora de Campina Grande, cidade-fonte viva da cultura popular da região, celebrava o vigor do projeto que ela relatou para o Brasil em sete meses de estudos e auscultas técnicas.

A nova lei atualiza questões superadas pelo tempo no setor, tira, por exemplo, das operadoras de telefonia fixa a obrigatoriedade da conservação de orelhões em troca de ampliação do acesso à Internet em comunidades remotas.

Um trabalho que mereceu menções elogiosas do ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Por aqui, a Paraíba talvez nem se deu conta da dimensão desse fato, dessa cena e de sua forte simbologia.

Em Brasília, foi de uma paraibana – alvo de fogo cerrado na sua própria terra – a voz que falou pelo Nordeste numa solenidade típica do poder brasileiro, masculina e ‘sulista’.

Nada que a tenha desmotivado.

Pelo menos hoje, no nosso Dia, o Dia do Nordestino, nenhum preconceito, de qualquer ordem ou motivação, pode inibir, paralisar, desencorajar ou omitir o necessário e justo registro de reconhecimento.

Nem que, no caso do Blog, o dia esteja no avançar da sua última hora.

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