Opinião

O ‘republicanismo’ na prática e uma pergunta no ar

5 de outubro de 2019 às 10h43 Por Heron Cid
Depois de ontem, fica uma pergunta: João dará na Paraíba o gesto que o Planalto deu a ele?

(MARIZÓPOLIS-PB) – A audiência do ministro chefe da Secretaria de Governo, General Ramos, no Palácio da Redenção, foi um duplo gesto de civilidade e maturidade institucional: do governo Bolsonaro e do governador João Azevêdo.

A conversa institucional e administrativa é um exemplar do que se convencionou chamar de “republicanismo”, uma palavra doce na boca, mas pouco prática nas ações.

O ministro apresentou os propósitos do Plano Nordeste, um bilionário programa de investimentos na região.

O governador expressou as demandas do Estado junto ao Planalto.

Ambos saíram do amistoso encontro com discursos de cooperação. Um clima simbólico de superação de diferenças. Representa a virada de página da atmosfera de confronto ideológico que rompeu a fronteira do administrativo.

O Governo Bolsonaro acerta quando buscar diálogo com governadores de uma região majoritariamente hostil ao seu programa de gestão.

O Governo João Azevêdo, também, ao separar diferenças políticas da salutar e constitucional interação administrativa, em nome de um Estado que não pode, por birra, simplesmente ignorar suas próprias limitações e demandas juntos a União.

Para João, duas notícias. A má: os fundamentalistas de esquerda criticarão a agenda. A boa; ao cidadão, na ponta, o que importa é o resultado, é a ação.

Não a cartilha de Marx, do lulalivrismo ou as insígnias militares.

Por outro ângulo, a reunião também compromete João com o gesto “republicano” que deu e recebeu, ontem.

Sentar pessoalmente com prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, adversários políticos, mas gestores de cidades de demandas que carecem de parcerias estaduais, seria um bom começo.

Uma oportunidade de demonstrar que ele pratica aqui embaixo o que reivindica de cima.

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