Bastidores

Lavajatistas heavy (por Diogo Mainardi)

9 de setembro de 2019 às 14h00
Pilhas de dinheiro fictício em Curitiba simulam valores recuperados; montante pode servir para fazer um novo caminho

Na quinta-feira, Sergio Moro acordou com mais um ataque devastador da Folha de S. Paulo:

“Intacto, Moro supera Bolsonaro em 25 pontos”.

As mensagens verdevaldianas, com as quais o jornal pretendia derrubar o ministro, foram um fiasco vexaminoso. A pesquisa do Datafolha, por outro lado, tem tudo para atingi-lo, provocando ainda mais animosidade do presidente da República.

Quanto mais popular ele é nas ruas, menos popular ele se torna no Palácio do Planalto.

É preciso dizer que a Folha de S. Paulo foi clemente com Sergio Moro. Na verdade, ele superou Jair Bolsonaro em 43 pontos, quando se consideram os números de ótimo ou bom e os de ruim ou péssimo. O primeiro tem um saldo positivo de 34 pontos (54% e 20%), o segundo tem um saldo negativo de 9 pontos (29% e 38%).

Além disso, Sergio Moro conseguiu descolar-se do presidente, mantendo sua taxa “intacta”, apesar da queda expressiva do governo.

No dia anterior, na própria Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro havia humilhado publicamente Sergio Moro, mandando-o demitir o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, um de seus principais colaboradores.

O jornal havia publicado também que, depois de cruzar os números da pesquisa, o diretor do Datafolha havia estimado a parcela dos “bolsonaristas heavy” em exatamente 12%. São aqueles que apoiam todas as medidas do presidente, inclusive as mais disparatadas.

Essa é uma questão que vai se arrastar até 2022. Sergio Moro é minado pelo STF, pelo Congresso Nacional, pela imprensa e, de uns tempos para cá, pelo presidente da República. Mas os “lavajatistas heavy” ainda são a maioria esmagadora da sociedade – e, tudo indica, isso nunca vai mudar.

Crusoé

Vídeo

Repórter MaisTV: Paraíba só tem 30 km de ferrovia ativa


Ressignificando

Se a CPMF voltasse, Dona Candinha já estava pronta para traduzir a nova sigla:

"Cota Permanente para Mamar e Ferrar (CPMF)"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevêdo diz que “há outros motivos por trás” da intervenção no PSB: quais são?
NÚMERO

57%

Percentual de ampliação dos recursos destinados para o Programa de Qualificação das Ações da Vigilância em Saúde – PQA-VS, do Ministério da Saúde, para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), valor que saltou de R$ 700 mil para mais de R$ 1,1 milhão.