Opinião

Queda de braço em JP: para emenda impositiva, diálogo espontâneo

29 de agosto de 2019 às 11h53 Por Heron Cid
Impasse entre Legislativo e Executivo em João Pessoa: a hora de cada um ceder

(São Paulo) – O que era para ser um ponto de entendimento e passo diplomático de relação entre Câmara e Prefeitura virou um cabo de guerra.

Nele, a corda esticada entre vereadores especialmente da oposição e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV).

O processo das emendas impositivas radicalizou tanto que saiu da tribuna para os tribunais.

A oposição quer o cumprimento integral.

O prefeito Luciano Cartaxo nunca foi diretamente contrário, mas faz ponderações sobre razoabilidade dos valores.

Pondera também sobre adequação de percentuais e o orçamento público.  Discurso parecido com o do governador João Azevêdo, que negocia com a Assembleia uma saída do meio.

Luciano deu, hoje, um exemplo pedagógico.

“Para termos ideia, tinham emendas que eram colocadas que precisávamos custear um milhão de reais e o vereador entrava com cem mil reais. Ou seja, além de obrigar o prefeito a pagar os cem mil reais, ainda tínhamos completar a emenda para que tivesse algum efeito”, argumentou.

Vereador da oposição, Bruno Farias vê crime de responsabilidade em desobediência. O prefeito conseguiu liminar em seu favor.

No meio dessa guerra, não adianta, para o cidadão, a propaganda da emenda e a expectativa da concretização se ela realmente não se viabilizar na prática.

No lugar de expectativa, frustração.

Isso não é bom para nenhum dos lados. Perdem os dois.

Para a emenda impositiva prosperar impõe-se mesmo é o diálogo.

Isso significa, também, disposição de ceder. E vale para ambas as partes.

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