Opinião

Caixa 1,2,3… A banalização do crime político

28 de agosto de 2019 às 11h15 Por Heron Cid

(São Paulo) – Escândalo político no Brasil é matéria vencida, produto cujo prazo de validade tem o tempo da velocidade do nosso fluído e incansável noticiário.

Em volume nunca antes visto,  um a um vai ficando perecível em dias, outros em horas.

O da vez envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, alvo de relatório da Polícia Federal que concluiu pela participação do deputado em uma nova modalidade de suspeita de corrupção.

O caixa-três é a variação do caixa-dois. Quanta criatividade.

Nele, uma empresa promete uma ‘doação’ – palavra bonita para investimento e retorno posterior, quando não propina mesmo – e quem paga é outra.

Antes de Maia, o ex-presidente do mesmo poder, Eduardo Cunha, foi parar na cadeia.

Temos uma ex-presidente (Lula) preso e outro (Temer) em vias de ser, já tendo experimentado alguns dias sob cárcere.

Parte considerável dos nossos congressistas responde a denúncias de desvios e corrupção.

Ministros caem e até homens do Supremo e de outras cortes andam sob suspeita.

O crime político no Brasil entrou em franca banalização.  Já não constrange mais a política e nem o poder.

A capacidade de indignação do brasileiro, porém, não pode hibernar.

Para isso, o cidadão não pode ter paciência. E nem precisa contar até três…

Vídeo

Pelos vivos e pelos mortos, uma trégua: vídeo-comentário de Heron Cid na Hora H


Fedeu

Dona Candinha sussurrou baixinho pelo telefone o que fez tão logo terminou de assistir as cenas e palavreado da reunião ministerial de Bolsonaro:

"Dei descarga!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
Quem é o adversário hoje com chance de competir com o presidente Jair Bolsonaro?
NÚMERO

5.838

Casos confirmados da covid-19 na Paraíba, segundo boletim desta quarta-feira (20), divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.