Opinião

Estilhaços no PSB, ação e reação

20 de agosto de 2019 às 11h55 Por Heron Cid
Relação de setores do PSB com governo vai quebrando pedaço a pedaço: intervenção estilhaçou o que restava

Ao arrebatar o comando do PSB, via intervenção branca, o núcleo mais radical do partido assumiu a conta e o risco político.

Quando decidiu ir para a opção do confronto e da destituição, uma ala importante do PSB talvez esqueceu de calcular a gravidade do movimento.

Se a ideia era hostilizar abertamente o governador João Azevêdo, o propósito teve êxito.

Mas toda ação tem reação.

Azevêdo já deu seu tom. Edvaldo Rosas, também, ao contundentemente declarar: “Fiquem com o partido”.

Sendo assim, o setor que se apresenta como mais “raiz” do partido está ficando com o ônus da manobra.

O bônus, presumido, já foi alcançado: o controle da legenda.

Para quê e de que forma será exercido?

Essa resposta vai dizer muito sobre como seguirá a já precária relação do ricardismo com João. E vice-versa.

Esse movimento surge para ampliar a presença, com mais força política, ou consolidar o distanciamento do governo?

A segunda hipótese parece a mais lógica tendência.

O fato é: houve quebra de confiança.

Os girassóis mais inflamados já ruminavam queixas contra Azevêdo. Agora, mais do que nunca, a recíproca é verdadeira.

E, não mais por ciúmes ou vaidades, mas por hostilidade e fato concreto.

Vídeo

Repórter MaisTV: Paraíba só tem 30 km de ferrovia ativa


Ressignificando

Se a CPMF voltasse, Dona Candinha já estava pronta para traduzir a nova sigla:

"Cota Permanente para Mamar e Ferrar (CPMF)"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevêdo diz que “há outros motivos por trás” da intervenção no PSB: quais são?
NÚMERO

57%

Percentual de ampliação dos recursos destinados para o Programa de Qualificação das Ações da Vigilância em Saúde – PQA-VS, do Ministério da Saúde, para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), valor que saltou de R$ 700 mil para mais de R$ 1,1 milhão.