Opinião

Só falta o Campestre

15 de agosto de 2019 às 11h38 Por Heron Cid
Vinte e um anos depois do fatídico 1998, radicalismo de ala do PSB caminha para repetir racha do MDB

Agora é pra valer. Está deflagrada a intrigante temporada de destituição do presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, do comando da legenda.

Emissários do ex-governador Ricardo Coutinho se espalham e procuram diretamente diretorianos do partido com um apelo, o de assinar uma renúncia dos seus respectivos cargos.

O movimento tem um objetivo mais límpido do que os primeiros raios solares que nascem na Ponta do Seixas: retirar Rosas da presidência para abrir caminho da assunção do ex-governador, como se este precisasse.

Não se sabe direito ao certo a necessidade e a urgência em torno da força-tarefa.

Coutinho preside a Fundação João Mangabeira, em Brasília, mantida generosamente pelo PSB com cerca de 25% do fundo partidário e precioso espaço nacional.

Ricardo corre algum risco de não ter legenda no PSB para ser candidato a prefeito de João Pessoa? Até onde a vista alcança, não.

Tem apoio explícito do partido e endosso público do governador João Azevêdo.

Qual seria, então, a emergência de setores da legenda em golpear na marra Rosas do comando do partido, dissolver um diretório eleito e entregá-lo ao ex-governador?

Talvez nem mesmo algum candidato a guru, demandado apenas para recados transversos, conseguiu alcançar ainda.

Uma coisa, porém, é certa.

O radicalismo de correntes do PSB está levando a Paraíba a olhar no retrovisor 21 anos antes e ver o PMDB do fatídico 1998.

Já existe um governador entre sereno e impávido, aguentando as provocações, um dedo em riste e em tom ameaçador e um grupo de ‘convencionais’ pressionados.

Só falta o Campestre. O resto da história, a Paraíba conhece…

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