Opinião

Dois PSB’s

14 de agosto de 2019 às 10h13 Por Heron Cid
No alvorecer do terceiro governo do PSB, na Paraíba, já é possível enxergar dois partidos internos: a tentativa de remoção de Edvaldo Rosas do comando da sigla retrata o quadro

Já não é mais segredo e nem necessário qualquer esforço oftalmológico para enxergar o que está bem debaixo do nariz do ‘socialismo’ paraibano.

Seja por declarações públicas de parlamentares da legenda, seja pelos recados emitidos via porta-vozes oficiosos, militantes travestis de analistas.

O PSB na Paraíba está, sutilmente, dividido em dois: o do governo anterior e o do atual. E isso, claro, não significa rompimento, mas o princípio claro de formação de correntes.

Na Assembleia, de um lado, Ricardo Barbosa, Pollyana Dutra e Adriano Galdino. Do outro, Jeová Campos, Estela Bezerra, Cida Ramos, Hervázio Bezerra e Buba Germano…

Mas é a a crise em torno do presidente estadual da sigla, Edvaldo Rosas, o retrato bem adornado da divisão política.

A ala mais radical do PSB passou a cravar a remoção de Rosas, tão logo o histórico dirigente fora convidado – pela primeira vez – para assumir cargo de proa na estrutura governamental liderada pelo partido.

No mínimo, excêntrico. No dizer do líder do governo na Assembleia, Ricardo Barbosa, “o PSB deveria estar comemorando”.

Mas, não. Imediatamente levantaram-se vozes pela substituição de um presidente que ainda tem mais de um ano de mandato a cumprir.

Ontem, o governador João Azevêdo disse não ver qualquer incompatibilidade do duplo exercício (política e administrativa).

Certamente, lembrara de outros casos dessa e da gestão anterior.

Nonato Bandeira (hoje Ronaldo Guerra, também secretário), Efraim Morais, Lídia Moura, presidentes, respectivamente de PPS, DEM e PMN, para citar três exemplos, foram e são auxiliares dos governos do PSB.

O que, então, estaria por trás da proposta de golpear Rosas da presidência, justamente ele um dos últimos exemplares e remanescentes do antigo Coletivo?

A justificativa possível é a disputa interna, precoce, mas real, pelo controle partidário e medição de forças.

O exército mais ‘raiz’ do PSB age estrategicamente. Começa a enxergar lá na frente…

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