Opinião

João e o G11, solução ou problema?

8 de agosto de 2019 às 10h17 Por Heron Cid

Pensando bem, não é fácil a vida do governador João Azevêdo em matéria de relacionamento civilizado com a base aliada.

Dentro de casa, com seu PSB, Azevêdo vive o fantasma do gosto ruim de setores do partido em relação às suas posturas e atos de governo.

Cobram que ele vista um figurino mais duro, radical e à esquerda, bem ao modo do seu antecessor.

Como João tem outro estilo, paga um preço das cobranças e incompreensões num terreno minado.

O agora G11 apareceu lá atrás como um contrapeso para emprestar a João um fôlego nessa relação tensa com seu próprio partido. Seria a garantia de governabilidade em caso de turbulências.

Bastou um ato do governador fora da curva do esperado pelo grupo paragovernista para a coisa mudar de figura.

A rebelião foi decretada e até tentou-se alguma diplomacia. Mas, chefiada e verbalizada por um Tião Gomes, virulento por natureza, não tem como o recado não ser logo interpretado na essência.

E, por erro de cálculo, de ambos os lados – frise-se -, o que era para ser solução também pode ser problema.

Se, por acaso, o G11 – com movimentos para chegar a 12 (o número que simboliza ‘governo’)- romper, a coisa fica nebulosa para a articulação governamental.

O G11 engrossou o pescoço. Como toda ação gera reação, João elevou o tom.

O governador, porém, vive uma situação complexa.

Ficar refém do G11 ou de parte de um PSB que lhe engole com dificuldades?

Que dilema!

Vídeo

MaisTV: especialista defende barreiras migratórias na economia da PB


Na boquinha

Dona Candinha sobre a derrapada do deputado Lindolfo:

"Pires não combina com garrafa!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
Qual é a urgência que justifica a destituição do diretório estadual do PSB, eleito até 2020?
NÚMERO

28%

Percentual de universitários brasileiros que gastam mais da metade do orçamento com estudos, conforme pesquisa da Companhia de Estágios.