Opinião

Capital humano (a)

5 de agosto de 2019 às 09h16 Por Heron Cid
Parque da Lagoa - 03.07.2016 - Foto Rafael Passos/SecomPMJP

Uma quatrocentona com vitalidade e ares de criança. João Pessoa, essa senhora que completa hoje 434 anos, convive em harmonia plena com o novo.

A cidade vem combinando reverência à história com um pé no futuro.

No presente, desafios próprios desse tempo: avançar na urbanidade sem perder a essência natural.

O verde da mata atlântica, o azul do mar, o amarelo dos ipês e o colorido de sua gente, este seu maior patrimônio.

Aí está o forte da capital paraibana, a sua ‘humanidade’, seu grande capital social.

É o que a consolida como lugar para se viver. Quem vem fica, atraído pela sua forma singular de conciliar oportunidade, sustento – obrigações da quadra contemporânea – com qualidade de vida, o novo sonho de consumo.

E isso, na turbulência de hoje em dia, é mais do que um conceito, é necessidade, instinto de sobrevivência, vacina numa sociedade puxada para ser cada vez mais adoecida.

Nesse ponto reside o apelo por investimentos em convivência social, presente nos projetos de parques e praças, de Estado e Município, na integração dos espaços de convivência, que passeiem da orla à periferia, de Manaíra ao Costa e Silva.

O vento silencioso e aprazível do oceano e o barulho saudável da criançada no balanço, da manobra do skatista, da pedalada do ciclista, do pessoal do funcional.

Esse é o capital humano de uma capital humana.

Não basta ser uma cidade grande, quem mora em João Pessoa quer vê-la e sentí-la uma grande cidade.

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