Opinião

Oposição de férias

22 de julho de 2019 às 12h03 Por Heron Cid
O presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress

Ninguém sabe o que é pior. Uma oposição que, ainda atônita com a derrota, não consegue fazer uma autocrítica e apontar novos caminhos ou um presidente que, eleito, ainda não descobriu o valor e o tamanho do cargo.

É o imprensado em que o Brasil está metido e não consegue vislumbrar luz ao fim do túnel. Até porque o presidente não deixa. Nesse aspecto, Jair Bolsonaro consegue superar seus opositores.

Acometido de forte incontinência verbal e incapaz de diferenciar o cargo e a instituição presidência da República da sua visão pessoal, particular e ideológica de mundo, Bolsonaro segue sendo seu principal opositor.

No dizer do jornalista Josias de Souza, a língua do presidente é a sua grande inimiga, porque ela fala antes do pensamento.

Seis meses se passaram e o governo não consegue ter uma pauta econômica clara, mas o presidente está empenhado em fazer o filho embaixador.

Enquanto falta uma agenda concreta de retomada do emprego, Bolsonaro está preocupado em mandar para o STF um ministro “terrivelmente evangélico”.

Até agora, o governo não lançou um programa novo para melhorar a saúde pública, mas tem tempo  para determinar discriminação administrativa contra estado governado por adversário e crítico.

E de ainda gastar saliva com a impostura de atacar jornalistas e veículos de imprensa, seguindo a mesma receita dos seus adversários em passado nem tão distante assim.

Perdida e sem horizonte definido, a oposição até deveria entrar numa trégua e se calar. Com um presidente como Bolsonaro, pode entrar de férias. Ninguém sentirá falta.

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