Bastidores

Dá um dinheiro aí (por Dora Kramer)

17 de julho de 2019 às 15h00
Plenário da Câmara dos Deputados: proposta apresentada na Casa prevê mais dinheiro público para campanhas eleitorais (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
O assunto surgiu na semana passada em plena movimentação em torno da votação da reforma da Previdência na Câmara e, por isso, ficou em segundo plano no noticiário: desprovidas por lei das doações de empresas, suas excelências querem aumentar significativamente o volume de dinheiro público destinado às campanhas eleitorais.

A proposta, considerada justa pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prevê o aumento do fundo eleitoral de 1,7 bilhão de reais para 3,7 bilhões de reais. Isso somado aos 927 milhões de reais do fundo partidário daria 4,6 bilhões de reais de dinheiro público para as campanhas. No popular, uma baba.

A ideia de acabar com as doações de pessoas jurídicas era a de combater a corrupção e reduzir os custos das campanhas. Pois bem, a proposta apresentada na Câmara não faz uma coisa nem outra. Torna mais baratas as despesas dos partidos, mas espeta a conta no contribuinte, além de não representar obstáculo ao desvio de dinheiro público conforme atestam as inúmeras denúncias sobre o uso de candidaturas “laranjas” para captação irregular de recursos.

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