Opinião

Cabedelo: os políticos mortos e os mortos políticos

17 de julho de 2019 às 11h29 Por Heron Cid

15 de julho de 2018. Menos de três meses após as prisões do então prefeito Leto Viana e de vereadores, na Operação Xeque-Mate, o vice-prefeito Flávio Oliveira tombou num infarto.

Políticos da cidade associaram a morte prematura ao escândalo envolvendo seu companheiro de chapa e amigo, que eclodiu em abril do mesmo ano.

Abril de 2019. O ex-vice-prefeito da cidade, Bergson Marques, também ex-procurador do município perdia a luta contra o câncer. Ele havia sido eleito junto com doutor Júnior Farias.

16 de julho de 2019, ontem, o ex-prefeito José Régis não resistiu a um procedimento coronário e morreu um ano depois do falecimento de Flávio Oliveira.

Uma sequência trágica na cidade, que já amarga o velório e as consequências de suas próprias desilusões administrativas.

Para Cabedelo, as três mortes naturais de políticos queridos são sentidas e lamentadas.

Mas tão devastadora quanto é a tragédia da quantidade dos vivos que, depois da Xeque-Mate, ficaram mortos para a política.

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