Opinião

No ‘centrão’ do poder

12 de julho de 2019 às 10h39 Por Heron Cid

Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) já é líder da maioria na Câmara nessa legislatura. De novo, volta a novo protagonismo: acaba de ser designado relator da reforma tributária, o novo cabo de guerra da República, pós-previdência.

A escolha dá uma ideia, epidérmica, do nível de influência do parlamentar paraibano em Brasília.

Discreto, de fala pausada e quase sempre vacinado contra arroubos, Ribeiro circula nas rodas mais importantes do poder central.

A relação pessoal e direta com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, confirma. Os dois tabelam na articulação de votos na Câmara. Com sucesso.

Desde que chegou ao Congresso, não houve um só tempo em que o paraibano não exerceu papel de destaque na cena nacional.

Primeiro, estreou como líder do então PP. Depois, virou ministro das Cidades, de Dilma, e posteriormente, líder do governo Temer na Câmara.

Agora, noutro cenário completamente distinto – a Era Bolsonar – é líder da maioria, o agrupamento partidário que nem se posta na fileira da esquerda e nem come na mão do governo.

Aliás, uma ala de quem o governo depende até para respirar na Câmara. No bom português, é o grupo quem dá as cartas em Brasília.

Esquerda e direita fazem a rinha pública, mas é o centrão quem define.

O resultado da reforma da Previdência é a prova.

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Ressignificando

Se a CPMF voltasse, Dona Candinha já estava pronta para traduzir a nova sigla:

"Cota Permanente para Mamar e Ferrar (CPMF)"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevêdo diz que “há outros motivos por trás” da intervenção no PSB: quais são?
NÚMERO

57%

Percentual de ampliação dos recursos destinados para o Programa de Qualificação das Ações da Vigilância em Saúde – PQA-VS, do Ministério da Saúde, para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), valor que saltou de R$ 700 mil para mais de R$ 1,1 milhão.